Mercado Empreendedor
Quando o passatempo vira negócio Texto: Eliana Anjos
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Soa fácil, mas não é
Parece fácil unir uma atividade prazerosa com um empreendimento, mas somente gostar da atividade não é suficiente. Segundo o consultor de estratégias de comunicação e marketing Mário Persona, um hobby pode virar negócio quando há um conjunto de fatores que inclui não só paixão e determinação, mas visão de mercado e de lucro. "Muitos hobbies, por mais interessantes que sejam, jamais se transformam em negócios lucrativos simplesmente por não existir um mercado para eles ou por não serem capazes de gerar escala", explica o consultor.
Mesmo assim, a proprietária da luderia não hesitou em transformar o seu maior prazer em negócio ao ver a oportunidade piscando diante de si. A ex-técnica em Radiologia costumava frequentar lanchonetes com um amigo para jogar. Logo encontrou grupos de pessoas que faziam a mesma coisa e achou que a ideia de abrir um lugar especializado pudesse dar certo. "O sonho da Ludus tem uns cinco ou seis anos, mas foi um ano e meio de planejamento fiel. Fiz cursos na área de bar, bartender, comida de botequim e fiquei apaixonada", revela.
Lucy e o amigo resolveram apostar no empreendimento. Nos primeiros seis meses, com baixo retorno, o sócio deixou o negócio. Com dívidas que superavam quase metade do investimento de R$ 250 mil, a empresária não desistiu. Passou a oferecer almoço na luderia para ter fluxo de caixa e negociar as dívidas com bancos. O reflexo de seu trabalho, e muito esforço, hoje é recompensado pela clientela. O bar atende a pessoas de 10 a 90 anos de idade, recebe campeonatos e ligas de jogos e tem convênio com empresas. Que maravilha, hein...
Hobbies produtivos
Segundo Mário Persona, no mundo feminino a transição entre o lazer e o trabalho pode ser mais fácil, porque as mulheres costumam ter hobbies mais produtivos e com maior possibilidade de se tornarem um empreendimento.
"Uma mulher que goste de cozinhar ou costurar, por exemplo, terá maior facilidade em transformar seu hobby em negócio, pois pode ser que já exerça essas atividades no dia a dia até por necessidade. Um homem que goste de jogar futebol precisará percorrer um longo caminho até se transformar em um empreendedor no segmento esportivo", adverte.
"Uma mulher que goste de cozinhar ou costurar, por exemplo, terá maior facilidade em transformar seu hobby em negócio, pois pode ser que já exerça essas atividades no dia a dia até por necessidade".
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